Prêmio IgNóbil de Educação – 2003, 2004 e 2005

Prêmio IgNóbil de Educação
(experiências, estudos ou pesquisas que não podem e nem devem ser repetidas na área da Educação).

Prêmio IgNóbil de Educação – 2005

1º Lugar: Delúbio Soares (Professor de Matemática) – Recebeu salário da Secretaria Estadual de Educação de Goiás por mais de 14 anos sem “assinar o ponto”. O professor foi indicado na categoria “Matemática Mágica”: como levantar um empréstimo bancário no valor de R$ 60 milhões dando como única garantia uma “estrelinha vermelha de 5 pontas”. ( Folha Online, 05/07/2005 – 14h03 ).

2º Lugar: Ciesp (Centro das Indústria do Estado de São Paulo) – Indicado pela sua completa ignorância na proposta equivocada de incluir as creches no Fundeb (Fundo do Ensino Básico). Promoveu o “Seminário Pelas Creches no Fundeb“, ignorando que mesmo a equivocada Proposta de Emenda Constitucional (PEC 415/2005) permite que os recursos dos municípios continuem financiando o ensino infantil. Ao propor que o governo federal financie as creches, os empresários “lavam as mãos” e se desoneram de suas responsabilidades”. Leia ” Fundeb, Cabala & Cambalacho – 04/08/2005″).
3º Lugar: Fernando Haddad (professor de ciência política) – Escolhido Ministro da Educação por absoluta “falta de quadros qualificados” (os intelectuais do partido estariam recolhidos – em silêncio obsequioso – tentando entender o colapso causado pelo “dilúvio dos recursos não contabilizados”). Indicado pela sua “visão sistêmica da Educação”, ele defende colocar todos os recursos da Educação no mesmo “saco de gatos” do Fundeb (Fundo Nacional do Ensino Básico). O “neo-socialista-liberal” tenta reproduzir, no MEC, sua experiência da prefeitura de S. Paulo (chegou a ser secretário interino de Finanças): Quem detém a chave-do-cofre detém o Poder. Detalhe: o Ministério Público Estadual move ação civil pública contra ele, a ex-prefeita e seus ex-colegas por “por improbidade administrativa (mau uso do dinheiro público)” ( Folha Online, 10/05/2005 ). “…questionamento feito pelo Ministério Público se refere à abertura de créditos adicionais no Orçamento para receitas vinculadas –como dinheiro carimbado para saúde e educação–, o que é vedado pela legislação, segundo os promotores”.

Relação dos outros indicados para o “Prêmio IgNóbil de Educação – 2005” e suas propostas ou experiências desonrosas:
– Berenice Maria Giannella (Presidente da Febem-SP) – Proposta de criar o “Código Penal para Menores”. Na edição Jornal Agora S. Paulo, de 25/09/2005, a presidente da Febem, que deveria administrar Unidades Educacionais, propôs “melhorar o sistema de punição”, com penas e prazos segundo as condutas dos “adolescentes infratores”. Ela não vê nenhuma ilegalidade em construir“unidades” para atender a 150 internos. Disse que se uma escola atende a 400 alunos, a febem pode atender 150. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente determina um número máximo de 40 internos por unidade.
– Secretaria Estadual de Educaç&atillde;o de São Paulo
– Após 1 ano e 4 meses da denúncia inicial, a secretaria puniu com uma simples advertência o professor que chamou de “bicha” a um aluno em plena sala de aula. A secretaria ignorou as outras acusações; e não puniu a direção da escola Estadual Octacílio de Carvalho Lopes nem os outros profissionais da Diretoria de Ensino Leste 4, cujos supervisores declararam que “a palavra ‘bicha’ é de uso bastante comum entre os jovens, perdendo a característica de chulo pelo desgaste natural lingüístico”. O Caso EE Octacílio de Carvalho Lopes ainda vai gerar algumas ações judiciais.
– José Wilson Souza Maciel (diretor da Apeoesp – Sindicato dos Professores de SP) – Professor aposentado (35 anos de magistério), pela sua manifestação na TV Legislativa SP (Assembléia Popular – 24/09/2005): “… hoje, quando nós até damos umas palmadas em nossos alunos é porque nós somos o segundo pai… para ele acordar e verificar que ele precisa ser o cidadão de amanhã…” < Clique aqui e leia a transcrição da manifestação >
Eduardo Maffasoli (diretor da esccola estadual Natanael Silva, em Várzea Paulista – 63 km a noroeste de São Paulo). Ele não puniu a professora que confessou ter tapado a aboca de seus alunos com fita crepe. “Ela agiu de forma errada. Como diretor não posso tolerar esse tipo de atitude. Mas ela alega que fez por brincadeira, e não podemos crucificá-la”, disse o diretor. ( Folha Online, 06/12/2004 ).

Prêmio IgNóbil de Educação – 2004

1º Lugar: Patrus Ananias (Ministro do Desenvolvimento Social) – pela proposta de substituição do “Programa Bolsa-Escola” pelo “Programa Bolsa-Esmola“. A freqüência escolar das crianças não está sendo acompanhada desde abril de 2004.

2º Lugar: Grupo de Trabalho do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) – pela proposta de Projeto de Lei de Execução das Medidas Sócio-Educativas que transforma “medidas educativas em penas de prisão”; cria e consagra as “varas de execução penais para adolescentes”; cria a “febem nacional”, consagra as febem’s estaduais, e determina a criação de febem’s municipais.

3º Lugar: Alexandre de Moraes (Secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania e Presidente da Febem-SP) pela sua fala ao assumir a presidência: “O enfoque é um regime pedagógico forte…”. A Torturabem, formalmente conhecida como Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor, passou da Secretaria da Educação para a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania (sic). Será que os carce…, digo monitores, vão aplicar “lições fortes”, daquelas que marcam a alma e o corpo dos internos? daquelas que causam quaimaduras do 3º grau, fraturas expostas e perfuração do baço? Quem viver, verá.

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Prêmio IgNóbil de Educação – 2003

Marta Suplicy (prefeita de S. Paulo) – Gastou R$ 380 milhões das verbas da Educação em cinemas, teatros, telecentros, padarias, piscinas e pista de skate (nos CEU’s – Centros Eleitoreiros Unificados), mais R$ 600 mil da creche do Grajaú num campo de futebol de várzea, deixando 40 mil crianças sofrendo nas escolas-de-latas e outras 100 mil nas filas pedindo vagas nas escolas.

Gabriel Chalita (Secretário de Educação de SP) – propõe que adolescentes fiquem até 10 anos nas “unidades educacionais” da Torturabem. Não ganhou o primeiro lugar porque sua proposta ainda não foi aprovada no Congresso Nacional.

3º – Nelio Bizzo e Cristóvam Buarque (Conselho Nacional de Educação / Ministro da Educação) – acabaram com a exigência de diploma universitário para as professoras da Educação Infantil e das quatro primeiras séries do Ensino Fundamental – só falta criarem o “Sindicato das Tias”.

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Postado por: Safadezas na Escola Responsável: Mauro A. Silva

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