Vencedores do Prêmio IgNóbil de Educação 2006

Vencedores do Prêmio IgNóbil de Educação 2006

Saiu a lista dos vencedores do “Prêmio IgNóbil de Educação – 2006” (experiências, estudos ou pesquisas que não podem e nem devem ser repetidas na área da Educação).

Grande Vencedor do Prêmio IgNóbil de Educação 2006 : Cronista Chico Guil, pelo seu texto “ Salário da Educação é caso de Saúde Pública ” (Carta Maior, 11/09/2006). O cronista Chico Guil, ao mesmo tempo em que declara não poder julgar os professores antes de “ vê-los recebendo um salário equilibrado com o dos outros funcionários públicos ”, comete o desatino de sugerir a inimputabilidade penal para os crimes de tortura nas escolas públicas quando praticados por professores que ganham menos de R$ 3 mil de salário mensal.

2º Colocado: Instituto São Pedro de Alcântara (internato localizado em Petrópolis-RJ). Premiado pela sua proposta anti-pedagógica expressa na fala homofóbica do seu diretor: ” Não existe adolescente que chegue aqui por vontade própria. O ideal é que fossem criados pela família, mas, se for para evitar um mal maior, como drogas e homossexualismo, o colégio é um mal menor “, acredita o professor Lincoln da Silva Costa, 61, há 30 anos diretor da instituição. (in Jornal Folha de São Paulo, 27/08/2006).
3º Colocado: Centro Paula Souza (Faculdades de Tecnologia e escolas técnicas de ensino médio), órgão do governo do Estado de SP. Premiada pela aprovação do Regimento Interno das escolas técnicas (Deliberação CEETEPS nº 02, de 30 de janeiro de 2006), o qual contem a seguinte aberração ilegal: ” A inobservância das normas disciplinares fixadas nos termos dos artigos anteriores sujeita o aluno às penas de repreensão por escrito, de suspensão e de transferência compulsória pelo Diretor da UE ” (artigo 100). O diretor da ETE Getulio Vargas (S. Paulo-SP) declara, por escrito, que suspendeu aluno por “20 dias” (!!!) quando poderia até expulsá-lo da escola…

Menções desonrosas (ausência de honra, causa de humilhação ou vergonha na área da Educação):
1ª Menção desonrosa: – A direção da escola municipal EMEFEM Rui Barbosa (Taboão da Serra-SP) obriga os pais e os alunos a assintrem um “Termo de compromisso”, no qual são permitidas as práticas ilegais de impedir o aluno de frequentar aulas “se estiver sem o uniforme”, e também consagra as ilegais suspensões e expulsões de alunos.
2ª Menção desonrosa: Comissão de Educação (sic) da Assembléia Legislativa de São Paulo – por aprovar o projeto de lei 662/2004 que institui o uso obrigatório de uniformes nas escolas públicas. Os uniformes devem ser pagos pelos próprios alunos. Quem não puder pagar a extorsão, deverá apresentar atestado de pobreza. A menção desonrosa será dividido com a “máfia do uniforme”.
3ª Menção desonrosa: Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab – Por manter mais de 7 mil crianças sofrendo nas famigeradas escolas-de-lata (fervem no verão, gelam no inverno, ensurdecem as crianças no período de chuvas, e mantem os alunos espremidos comosardinhas na lata).

Veja aqui a lista de todos os indicados ao Prêmio IgNóbil de Educação 2006
Veja a lista dos premiados nas edições anteriores.

Postado por: Mauro A. Silva

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