A Década da Educação

Temos a oportunidade de fazer desta a Década da Educação.
Ninguém mais tem dúvidas de que a educação é fundamental para o desenvolvimento do Brasil.
Já estão prevendo que o Brasil será a 5ª economia mundial até o ano 2020. Mas isto não se concretizará se não investirmos em uma educação de boa qualidade.
A década passada estabeleceu um novo parâmetro para que possamos avançar.
Vale destacar algumas mudanças significativas:
1) divulgação pública das notas do ENEM por escola, estabelecendo um padrão objetivo para avaliar a situação de cada escola em relação ás outras.
2) Institucionalização do ENEM para o acesso ás universidades pública federais. Isso muda a visão da escola segmentada por “disciplinas/matérias” e induz à pratica da transversalidade, do ensino por temas que englobem as várias disciplinas;
3) O fim da famigerada DRU, que também retirava 20% dos recursos da Educação;
4) Criação do ProUni, que possibilitou o ingresso de 500 mil jovens de famílias pobres no ensino superior. Certamente estes novos “formandos” exigirão um melhor nível educacional para os seus filhos;
5) A institucionalização do bônus, premiando os professores e as escolas pelo seu desempenho. Esta política, se bem aplicada, acabará com a farsa da “isonomia” nas escolas públicas, onde um professor relapso tem a mesma remuneração de um professor dedicado;
6) Avaliação de professores – SP criou formas de avaliação regular dos professores. Uma avaliação pública e objetiva. Tem várias falhas, mas serve como um parâmetro para institucionalizar o que de melhor existe nos países mais desenvolvidos: os professores são escolhidos entre os melhores alunos das universidades;
7) Divulgação da remuneração mensal dos professores – Na cidade de São Paulo, a remuneração dos profissionais da educação têm seus rendimento publicados na internet. Isto enterrou definitivamente o mito de que professor é mal remunerado.
8) Criação de dezenas de escolas técnicas, tanto estaduais quanto federais. O Brasil é muito carente em técnicos, o que compromete qualquer política de desenvolvimento.
9) Piso nacional da Educação. Embora este “piso” não faça diferença em SP e em muitas grandes cidades, sua institucionalização em todo o Brasil estabelecerá padrões mínimos também a qualificação de quem se pretenda professor.
10) Democratização da Internet banda larga – esta medida vai dar condições para que todas as regiões do Brasil sejam efetivas produtoras de conhecimento.

Talvez o maior desafio ainda seja democratizar a gestão das escolas públicas brasileiras, onde falta transparência e ainda impera modelos “feudais”, onde um dirigente escolar é o “senhor” do destino dos funcionários, professores e, consequentemente, prejudica o presente e futuro dos alunos e do Brasil.

S. Paulo, 02/01/2010
Mauro A. Silva
Coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública – COEP
https://movimentocoep.wordpress.com/

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