Ana Paula Padrão versus miss-ratinho

Ana Paula Padrão - Jornal da Record
A TV Record deve decidir se o seu jornalismo vai ser de “primeira” ou de “quinta” categoria.

A jornalista Ana Paula Padrão foi para a TV Record anunciando que faria um jornalismo de primeira categoria, um jornalismo verdade, sem máscaras e imparcial… e ela está mantendo a sua palavra.
Veja o exemplo da reportagem “Aluna é impedida de entrar na escola sem tênis” (11/03/20010). Nesta reportagem, a jornalista Ana Paula Padrão não teve medo da corporação de professoras e disse, com todas as letras, que a lei proíbe a exigência de uniforme…
A equipe do Jornal da Record fez melhor que isso: mostrou o cartaz que comprova o crime praticado pela escola… ela também ouviu o secretário de educação, o qual condenou a atitude da escola [Escola Estadual Professora Julia Teles, Aracaju-Sergipe].
A TV Globo não teve a coragem de mostrar o nome da escola estadual do Espírito Santo que está ilegalmente impedindo aluno de entrar sob a alegação da falta de uniforme. Pior que isso: a TV Globo não mostrou que o Regimento Interno das Escolas Estaduais declara expressamente: “A unidade de ensino não pode impedir o educando de ter acesso às suas instalações e de frequentar as aulas por falta do uniforme ou de qualquer material didático” (artigo 204). Veja aqui.

missratinhoPor outro lado, a TV Record insiste em manter a “miss-ratinho” no ar… O telejornal “Record em Notícias” não cumpre a regra básica do jornalismo: ouvir todas as partes… pior que isso: essa jornalista parece detestar aluno de escola pública… ela adora mostrar valentia quando fala dos adolescentes acusados de ato infracional… mas ele só fala “fininho” quando os acusados de abusos são professoras, ou são policiais, ou são poderosos… parece que a “miss-ratinho” inverteu a máxima do jornalismo: ela trata os humildes com arrogância e trata os arrogantes com humildade…

Esperamos que a TV Record faça uma reportagem completa sobre o falido sistema educacional brasileiro…
Ela bem que poderia começar por SP, onde quase não existem grêmios estudantis, as eleições dos conselhos de escola são manipuladas, e o sindicato das diretoras não quer nem mesmo ouvir falar em eleição direta para diretores de escola… Ah, também temos uma ouvidoria da educação que é formada pela própria corporação de professoras e diretoras: não apuram as denúncias dos alunos e nem dos seus pais…
A TV Record poderia investigar como é que foram “escolhidos” os pais para a Conferência Nacional de Educação – CONAE 2010 (de 28 de março a 1º de abril)… Aqui em SP, os sindicatos de professoras manipularam as conferências municipais e a estadual para garantir que os “representantes dos pais” fossem escolhidos entre professoras que tinham filhos nas escolas… teve até mesmo um organizador da conferência municipal que, mesmo não assinando a lista de presença (em tempo hábil), ainda assim conseguiu vetar entidades representativas de pais de alunos e ser “eleito”, ele próprio, como representante do segmento “mães e pais de alunos”…

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