Depois da Greve – Editorial do Agora São Paulo – 11/04/2010

Depois da greve

Depois de um mês, a greve dos professores de São Paulo chegou ao fim com um espetáculo prejudicial à imagem dessa categoria tão importante para o país.

A minoria que vinha conduzindo o movimento se desentendeu. Um grupo de dissidentes, que adotou o sugestivo título de “Os Combatentes”, não gostou da decisão de encerrar a greve e partiu para a agressão.

A presidente da Apeoesp (o maior sindicato), Maria Izabel Azevedo Noronha, foi chamada de traidora e virou alvo de xingamentos e ovos.

O saldo do movimento até aqui é negativo. Ficou a impressão generalizada de uma greve fortemente influenciada pelo PT e pautada por interesses políticos eleitorais.

É verdade que os salários são baixos e que o governo tem dado reajustes pequenos. Mas a reivindicação de 34% de aumento está fora da realidade.

O governador jogou duro com os professores. Tratou os grevistas como agitadores que não mereciam atenção e recusou-se a dialogar.

Agora que a greve acabou surge uma chance de negociação. É o caminho certo. Professores e governo precisam serenar os ânimos e tentar um acordo que, dentro da realidade financeira do Estado, contemple aumentos para a categoria.

O Brasil precisa melhorar a sua educação. E sem aumentar salários vai ser muito difícil alcançar essa meta.

É preciso também que as partes se entendam sobre a reposição de aulas. Não dá para os alunos serem prejudicados por disputas desse tipo.

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