Professora Gazeteira – 2010

Professoras Gazeteiras 2010

Professoras Gazeteiras 2010

O governo de SP disse que a reposição de aulas vai começar em maio…
Alguém acredita neste conto da carochinha?
Ninguém foi capaz de fiscalizar os professores durante o período de greve (05/03 a 08/04): o professorado dizia que a adesão da greve chegou a 80%… o governo de SP dizia sempre que a adesão dos professores não chegava a superar 1%… Mas teve escolas cujos alunos eram dispensados diariamente por alegada falta de professores…
O Movimento COEP desafiou a secretaria de educação a fechar o livro-de-ponto diariamente e encaminhar a lista de presença à diretoria de ensino, mesmo sabendo que estas diretorias de ensino são dirigidas por indicações políticas…
Agora, o desafio é a secretaria de educação divulgar publicamente o número de professores que faltaram, em cada escola. Somente assim os alunos, as mães e os pais vão ficar sabendo se foram enganados durante os 30 dias de greve, se havia professores que assinavam o ponto, mas não davam aulas e mandavam os alunos para casa.

Essa historinha de reposição de aulas por conta de greve já é velha conhecida nossa. é um completo faz-de-conta… A escola finge que repõe a aula, e o governo finge que fiscaliza… os aluno que se danem…

Memória:
Vejam um relato do que aconteceu em 1995:

1. Em junho/95, os professores das escolas estaduais promoveram uma paralisação que durou mais de 30 (trinta) dias;

2. O Governo Estadual estimou a adesão dos professores em 30% (trinta por cento);

3. Os sindicatos da categoria garantiram que a adesão era de mais de 70% (setenta por cento);

4. Mais de 90% (noventa por cento) das escolas estaduais tiveram as atividades paralisadas;

5. Apesar dos índices apresentados, quando se verificou a folha-de-pagamento dos professores, constatou-se que as ausências, registradas nos Diários das Escolas, eram da ordem de apenas 01% (um por cento).

6. Conclusão: os professores assinavam as listas de presença, alguém dizia à comunidade que não haveria aula, e os pais não enviavam os filhos às escolas, criado uma situação inusitada: os responsáveis pela paralisação das atividades
escolares, segundo os registros escolares, foram os alunos que não compareceram às aulas.

Leia o artigo completo aqui: Professora Gazeteira (Grêmio SER Sudeste, 30/03/2002)

Então ficamos assim: escolas totalmente paralisadas, os sindicatos falando em 80% de paralisação, o governo dizendo que houve somente 1% de adesão à greve… e nossas crianças continuarão saindo das escolas públicas semi-analfabetas…
Os professores que têm filhos nas escolas particulares devem estar sorrindo “de orelha a orelha”: mais um ano em que seus filhos não sofrerão concorrência com os filhos das famílias que não têm outra opção a não ser matricular seus filhos nas pobres escolas públicas…

São Paulo, 28 de abril de 2010
Mauro Alves da Silva
Autor da cartilha Como Educar Meu Professor – Em 10 Lições.

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