As imperdoáveis professorinhas

O artigo “Perdão às mães” é uma crítica contundente aos professores e às professoras medíocres que culpam as mães pelo fracasso das escolas, professoras que culpam os alunos pelo fracasso dos professores medíocres, professoras que nem ao menos reconhecem o seu total despreparo e nem mesmo suas faltas de interesse em lidar com a diversidade sócio-cultural e econômica dos alunos e de suas famílias.
A psicóloga Rosely Sayão escreveu que as professoras devem pedir perdão às mães. Leia um trecho do seu artigo:
Senhoras mães: perdão por reclamarmos de seus filhos, por muitas vezes sugerirmos que eles possam ter algum problema emocional, físico ou intelectual e até solicitarmos que eles sejam levados a algum especialista.
É que nossa tradição é a de lidar com alunos exemplares ou medianos, os quais não nos convocam a pensar, refletir ou agir de modo diferente do que estamos acostumados. Então, para evitar que eles revelem as nossas falhas e os nossos limites, adotamos essa postura de creditar a nossos alunos -os seus filhos- alguns defeitos que precisariam ou deveriam ser consertados
“. (Perdão às mães, Blog da Rosely Sayão, 29/04/2010)

Lendo alguns comentários no blog da Rosely Sayão, identificamos algumas professorinhas furiosas… os comentários vão desde propostas fundamentalistas religiosas (usar a vara nas crianças), passando pela defesa do “trabalho infantil”, chegando até a propostas fascistas: defendem idéias nazistas de decidir quais mães poderiam ter ou não ter filhos…

Muitas professorinhas ainda não se deram conta de que não passam de um tijolinho na construção do carater de nossas crianças…
Muitas professorinhas ainda não se deram conta de que são imperdoáveis por terem roubado a criatividade de nossas crianças, por terem rotulado nossas crianças como incapazes, burras, desequilibradas, bandidas etc etc etc.

S. Paulo, 02/05/2010
Mauro Alves da Silva
Autor da cartilha “Como Educar meu Professor em 10 Lições”
***
The Unforgiven

Sangue novo junta-se a esta terra
E rapidamente ele é conquistado
Pela constante dor e desgraça
O menino aprende as regras deles
Com o passar do tempo a criança cresce
Este pequeno chorão fez errado
privado de todos os seus pensamentos
O jovem luta sem parar e por isso fica conhecido
Um juramento a si mesmo
Que nunca a partir deste dia
A sua vontade lhe irão roubar
(…)
Eles dedicam as suas vidas
Para acabar com a dele
Ele tenta agradá-los
Este homem amargo
Por toda a sua vida
Constantemente batalha
Esta luta que ele não pode vencer
Um homem cansado que eles veem não liga mais
O velhote então prepara-se
Para morrer cheio de arrependimentos
Este velhote aqui… sou eu
(…)
Nunca livre, nunca eu (mesmo)
Então eu o nomeio o imperdoável
Você me rotulou (classificou), e eu te rotularei
Então eu o nomeio o imperdoável
Nunca livre, nunca eu (mesmo)
Então eu o nomeio o imperdoável
Você me rotulou (classificou), e eu te rotularei
Então eu o nomeio o imperdoável

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3 Respostas para “As imperdoáveis professorinhas

  1. Eu peço perdão aos alunos que, tendo dificuldades para aprender e por isso precisando de mais atenção, não podem receber essa atenção porque eu sou obrigado a privilegiar aqueles “alunos” que não querem aprender, só querem tumultuar…. peço perdão aos que querem aprender, mas a prioridade é sempre dos que não querem levar a vida a sério.

  2. Vitor,

    Você deve abandonar essa posição de “vítima”.
    quando cobramos mais responsabilidades do professores, cobramos mais atitudes dos professores inclusive contra as direções escolares e contra os governantes que não investem em educação.
    ´Não dá para ficar culpando o aluno que não se enquadre na “média” dos outros alunos. Mandar para fora da sala ou da escola não resolve nem mesmo o problema da escola, que dirá o problema social da falta de instrução e de educação.

  3. Nunca falo dos alunos que não se enquadram na “média”. Falo dos traficantes, dos pichadores…. desses que não têm NENHUM INTERESSE em frequantar a escola para estudar acabam impedindo que alunos “fora da média” possam ter a atenção devida.

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