E como vai ficar a eleição do Conselho de Escola?


O novo governo de SP vem com novas propostas para a educação pública.
Mas está baseada em equívocos a avaliação do novo secretário de educação Herman Voorwald.
O problema da má qualidade do ensino público paulista não é a “progressão continuada”, mas sim a falta de um efetivo controle sobre o serviço público educação.
É coisa de imprensa ignorante reduzir o debate educacional ao tema “progressão continuada” somente pelo viés da “reprovação escolar”.
As escolas públicas não têm gestão democrática.
As escolas públicas não têm transparência.
Nas escolas públicas paulistas ainda impera o regime feudal da Idade Media, onde as diretoras podem atuar como verdadeiras ditadoras donas das escolas… e os maus professores não passam de vassalos, somente preocupados em assinar o ponto e receber a sua porção de “sal” (salarium) no fim do mês…

O governador Geraldo Alckmin e o secretário Herman Voorwald deveriam investir na gestão democrática das escolas públicas. Somente assim haveria transparência e informações confiáveis para implantar programas para a melhoria da qualidade do ensino/aprendizagem.

Uma gestão democrática deve começar por uma eleição democrática do conselho de escola.
Mas, em SP, as eleições dos conselhos de escola são fraudadas pela direção escolar… e isso acontece com a cumplicidade das supervisoras de ensino e das diretorias de ensino. Tem direção escolar que, no primeiro dia de aulas, já vem com uma “lista de nomes” já pré-aprovados”… é só os pais assinarem… “é prá inglês ver”!
O grande desafio do novo governo de SP é promover uma ampla mobilização da sociedade para que haja uma efetiva participação dos alunos, das mães, dos pais, e da comunidade nas eleições dos conselhos de escolas.

Dia Estadual da Eleição do Conselho de Escola.
O Conselho de Escola é o principal órgão colegiado das escolas públicas; e é formado por 4 segmentos: 1) alunos; 2) mães e pais; 3) professores; e 4)funcionários e diretor. O Conselho de Escola tem o poder de deliberar (decidir) sobre a proposta pedagógica, o calendário escolar, e também sobre as eventuais punições quanto ao descumprimento do Regimento Interno da Escola.
A eleição do Conselho de Escola é anual, devendo ocorrer nos primeiros 30 dias de aula. Cada segmento elege os seus próprios representantes. Alunos votam em alunos. Mães, pais e responsáveis elegem seus representantes. Professores votam em professores. Funcionários votam em funcionários. O diretor é membro permanente do Conselho de Escola.
Nós já apresentamos proposta para que o governo de SP promova o Dia Estadual da Eleição do Conselho de Escola. A sugestão é para que se indique uma data única para que todas as escolas estaduais realizem as sus eleições dos conselhos de escola. Neste ano, a sugestão é para o dia 12 de fevereiro (sábado).
A escola pública não é obrigada a adotar a data sugerida pelo governo… Mas a recusa da escola em participar desta proposta já indicará uma forte suspeita de que exista, nesta escola, um processo viciado na eleição do conselho de escola.
No curtíssimo prazo, a melhor forma de iniciar uma revolução na educação paulista é a democratização da eleição dos conselhos de escola.

Será que o governador Geraldo Alckmin e o secretário Herman Voorwald vão comprar essa briga contra os maus professores e os maus diretores que reinam nas escolas públicas através de um viciado e fraudulento processo eleitoral dos conselhos de escolas?
Ou será que as promessas do governador Geraldo Alckmin não passavam de trololó?
Quem viver, verá.

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