Fantástico defende a irresponsabilidade dos professores.

A ex-moça-do-tempo e o ex-reality-show-man tiveram a capacidade de apresentar uma reportagem sobre violência escolar sem cobrar nenhuma responsabilidade dos professores e nem das direções escolares.

Na reportagem “Vítimas de bullying relatam seu sofrimento” (Programa Fantástico, TV Globo, 27/03/2011), os apresentadores preferiram responsabilizar as crianças e os pais pela violência escolar até mesmo dentro da escola.
No caso divulgado (aluno australiano revidando uma agressão), a Vênus-platinada demonstrou toda sua ignorância pelos fatos já conhecidos. Por exemplo: os apresentadores globais ignoraram completamente as notícias até mesmo das autoridades australianas, que reconheceram a omissão da escola dos professores no caso. Não foi por outro motivo que hackers invadiram o site da escola e denunciaram a omissão dos professores.

Onde estavam as professorinhas?

A poderosa TV Globo poderia ter dado ouvidos aos educadores. Poderia ter ouvido alguns educadores da Unicamp:
“Pelos comentários publicados na internet sobre o vídeo e pela própria maneira como as reportagens foram editadas, percebe-se que quase ninguém questionou o papel de professores e gestores da escola australiana. As especialistas da Unicamp explicam que, por ser um problema que ocorre entre os alunos, o bullying pode mesmo demorar para ser detectado. “Em muitos casos, quando pais e professores ficam sabendo, a criança já sofre há pelo menos dois anos”, comenta Adriana Ramos”. (“Caso Casey Heynes: o bullying e a omissão da escola”, Revista Nova Escola).
Aliás, a UNICAMP tem uma pesquisa demonstrando que muitas das agressões verbais e físicas entre alunos são promovidas e incentivadas pelos próprios professores!

Ao gosto dos clientes.

Mas, parece que o caso era para promover a doutora-psiquiatra, aquela que já declarou ser capaz de identificar um psicopatinha já aos 8 anos de idade – é só olhar a carinha…
Daí a manchete da reportagem tendenciosa o título da repor
Manchete tirando a responsabilidade das professorinhas e das escolinhas: “Psiquiatra afirma que 90% das crianças que sofrem bullying não contam para os pais” (Progrma Fantástico, TV Globo, 27/03/2011)… não vamos desagradar as professorinhas e nem as escolinhas… e vamos vender mais livros… e vamos vender mais consultorias… e tudo vai continuar como antes no quartel de Abrantes…

Sugestão de pauta:
Por que a TV Globo não faz uma reportagem sobre as milionárias indenizações pagas pelo governo autraliano em caso de violências contra os alunos?
Também poderia ser feita a divulgação dos casos brasileiros em que funcionários, professores e direções escolares agridem fisicamente, moralmente ou até mesmo sexualmente os alunos a quem deveriam proteger.

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