Quem tem medo dos sindicatos de professores?

Há muito tempo estamos dizendo que o interesse dos sindicatos não são os mesmos dos alunos, nem das mães, nem dos pais e muito menos da comunidade e da sociedade em geral.

O Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública (Movimento COEP) foi criado porque “As diversas entidades voltadas à questão da Educação são corporativistas, não tendo a prioridade de garantir um ensino de qualidade a partir do ponto de vista do aluno. Em geral, os sindicatos de profissionais, as Associações de Pais e Mestres, e os Conselhos de Escola, têm adotado o princípio de defender, de forma intransigente, tanto o professor quanto a direção das escolas, mesmo quando o assunto é a suspensão ou expulsão de alunos ditos “problemáticos”.

Em qualquer caso envolvendo escolas públicas, reparem que a imprensa só se preocupar em ouvir o lados dos sindicatos, das corporaçãos. Raramente são ouvidos os alunos e seus pais.

Parece que existe um medo generalizado de desagradas às professorinhas…

Ou será conivência? é improtante destacar que grande parte dos jornalistas têm filhos na escola particular… é muito mais coume estes jornalistas terem parendtes vendendo aulas nas escolinhas públicas… Daí não ser surpresa a parcialidade da imprensa em favor das corporações de professores e diretores…

Esse quadroe  de compadro entre a imprensa e os sindicatos já vem antes da redemocartização… e já está mais do que provado que isso leva a um completo desastre educacional.

quando é que a imprensa vai cobrar que os professores sejam efetivamente avaliados nas escolas públicas? quando é que  a imprensa vai exigir que os maus professores sejam demitidos?

Ou será que vamos continuar no barco “Todos contra os alunos”, acreditando na historinha da carochinha, que nossas crianças serão bem ensinadas somente em 2030…

Enquanto isso, os maus professores, aqueles que enganan diarimente nas escolas públicas, continuarão livres de quaisquer cobranças ou fiscalizações, contando os dias e esperando passar 25 anos para usufruírem uma desonrosa aposentadoria…

Para não dizermos que tudo está perdido, hoje, no dia 9 de abril, tivemos a grata surpresa de encontrarmo o seguinte artigo:

Educação

09/04/2011 – 08:37

Gustavo Ioschpe

Hora de peitar os sindicatos

“Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto. Não sou contra a existência de sindicatos, mas acho que eles devem ser vistos como defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade “

Luis Cleber

Manifestação sindical - A luta dos manifestantes não melhora em nada a qualidade da educação. Ao contrário, o ensino sofre com os atentados ao mérito
Manifestação sindical
A luta dos manifestantes não melhora em nada a qualidade da educação. Ao contrário, o ensino sofre com os atentados ao mérito

Quando se fala sobre a política da saúde em relação ao tabagismo, os representantes dos fabricantes de cigarro raramente são trazidos para o debate. Essa exclusão não se dá pelo seu desconhecimento da questão, já que eles claramente conhecem o produto mais do que a maioria de seus interlocutores, nem porque haja algum preconceito contra essas pessoas — entendemos que elas estão fazendo esse trabalho para sustentar suas famílias, e não por um desejo de matar milhões de pessoas por ano. Desconsideramos suas opiniões porque sabemos que elas não terão em mente o bem público, mas única e exclusivamente o ganho de sua empresa. São parte interessada na questão e, portanto, sabemos que seu julgamento será influenciado por vieses potencialmente conflitantes com o interesse comum.

Na área da educação, que é tão importante quanto a da saúde, não é assim. Se você tem frequentado a imprensa brasileira nas últimas décadas, sua visão sobre educação será provavelmente idêntica à dos sindicatos de professores e trabalhadores em educação. Você deve achar que o país investe pouco em educação, que os professores são mal remunerados, que as salas de aula têm alunos demais, que os pais dos alunos pobres não cooperam, que deficiências nutritivas ou amorosas na tenra infância fazem com que grande parte do alunado seja “ineducável” e que parte do problema da nossa educação pode ser explicada pelo fato de que as elites não querem um povão instruído, pois aí começarão os questionamentos que destruirão as estruturas do poder exploratório dessas elites. Não importa que todas essas crenças, exceto a última, sejam demonstravelmente falsas quando se cotejam décadas de estudos empíricos sobre o assunto (a última não resiste à lógica). Todas elas vêm sendo defendidas, ad nauseam, pelas lideranças dos trabalhadores da educação. E, como são muito pouco contestadas, acabaram preenchendo o entendimento sobre o assunto no consciente coletivo, e já estão de tal maneira plasmadas na mente da maioria das pessoas que todas as evidências apresentadas em contrário são imediata e automaticamente rechaçadas. É como se ainda negássemos a ligação entre o cigarro e o câncer de pulmão.

Leia o artigo completo aqui:

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/hora-de-peitar-os-sindicatos

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