Massacre contra alunos: TV Globo na contra-mão.

A Rede Globo de Televisão está indo na contra-mão do que dizem os especialistas nestes casos de tragédias acontecidas nas escolas. A TV Globo está divulgando propostas de “fechamento das escolas”, colocando “detectores de metal nas escolas”, seguranças armadas nas escolas”, e até mesmo a suspensão ou expulsão pura e simples.

Os especialistas dizem que devemos ouvir mais as crianças. Que devemos abrir as escolas para a comunidade.
Mas a TV Globo há muito tempo vinha dando trela a um jornalista abjeto que declarava com todas as letras: crianças não tem opinião.
Mais recentemente, a TV Globo vem apoiando promotores e juízes que estão criminalizando as atitudes das crianças e adolescentes, como no caso do toque de recolher”, violando direitos fundamentais inscritos na Constituição Federal. Teve até um juiz dizendo que não interessa o que dizem os alunos. A palavra da professora é lei dentro da escola. E ponto final.
Há menos de 1 mês, a TV Globo está divulgando um “manual de torturas” contra crianças. O livro “O Grito da Mãe Tigre” ensina como torturar os filhos para obter resultados em casa e na escola, chegando ao ponto de impedir as crianças de comer ou até mesmo ir ao banheiro. No caso da escola, a “mãe tigre” orienta as mães a sempre ficarem ao lado do professor… não sabemos como, então, ouvir as crianças nos casos de assédio mora ou sexual contra nossas crianças, por exemplo…

Nessa linha de criminalizar nosas crianças e adolescentes, o telejornal Bom Dia SP até divulgou duas cartilhas produzidas em SP: Segurança Escolar e “Normas Gerais de Conduta Escolar”. A jornalista Carla Vilhena dá trela a um policial, que orienta para que todos os casos sejam comunicado à polícia, ignorando completamente o que é ensino aprendizagem.
A jornalista Carla Vilhena bem que poderia ter lido as duas cartilhas antes de tecer loas e boas, pois uma cartilha contradiz a outra. A cartilha “Segurança escolar” fala de todos os casos de violência, inclusive de funcionários e professores contra alunos. Esta cartilha, copiada de um cartilha da Secretaria Distrital de Brasília, pede que sejam ouvidas as crianças.
A segunda cartilha, apelidada de “Cartilha dos Corvos”, propõe que as direções escolares suspendam e até mesmo expulsem os alunos. Tudo no mais completo arrepio da lei.

Esperava-se que a TV Globo tratasse o caso como de fato é: um crime de ódio, contra crianças, contra mulheres, praticado por um fanático religioso. Será que a imprensa vai ouvir a opinião do deputado federal Antônio Garotinho? Aquele ex-governador que sempre acusa os assassino de não terem Deus no coração? Qual Deus? Qual dos mais de 5 mil deuses conhecidos? Onde Estavam os Deuses quando este massacre aconteceu?

Também vale denunciar que passamos rapidamente da “demonização da nossas crianças” para a “psicopatização das crianças”. A TV Globo já escalou a “caçadora de psicopatinhas”, aquela psiquiatra que disse ser possível identificar um psicopata já aos 8 meses de idade. Não será surpresa se a TV Globo promover uma “caçada aos psicopatinhas” nas escolas públicas brasileiras, tachando todas os alunos rebeldes e contestadores como psicopatas e, consequentemente, entregando-os à sanha dos policiais e doutoras das mentes perigosas.

Por último, mas não menos importante, destacamos a questão do bullying (violências físicas, morais e sexuais praticadas entre alunos). Repare que a TV Globo está evitando entrevistar antigos professores do assassino. A TV Globo dá destaque aos colegas que “zuavam” do assassino, mas nenhuma palavra sobre os professores e nem sobre a direção escolar que não coibia estas violências. Será que já apagaram os vídeos em que o telejornal Hoje denunciava que muitos casos de bullying acontecem dentro da sala de aula? E que muitos casos de bullying são incentivados pelos próprios professores, como demonstra a pesquisa da Unicamp-SP? E aquele caso do professor que xingou o aluno de bicha, xingou o aluno dentro da sala de aula? O caso aconteceu em 2004, na escola estadual EE Octacílio de Carvalho Lopes, em S. paulo-SP… Lembramos que a Secretaria Estadual de Educação de SP disse que era normal professor usar palavras de baixo calão, que era para cativar os alunos… e promoveu o professor a professor-coordenador na escola estadual EE Adelaide Ferraz de Oliveira. O secretario de educação era o professor Gabriel Chalita, hoje deputado federal!!!

Em um país que odeia crianças, não será surpresa as pequenas vítimas diárias de sádicos adultos ainda serem responsabilizadas por mais essa tragédia.

São Paulo, 10 de abril de 2011.
Mauro Alves da Silva
Coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Publica
http://MovimentoCOEP.ning.com/

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