Mas o tema principal do nosso pronunciamento é a Violência Escolar.

Assembléia Popular – 13-04-2011 (Assembléia Legislativa de SP).

Violência Escolar

Paulistas têm de pagar R$ 100 para entrar na Assembleia Legislativa de SP.


Mais uma vez o site da Assembléia Legislativa de SP ficou fora do ar no sábado e domingo. Mais uma vez 40 milhões de paulistas não puderam ver os documentos e nem acompanhar a s atividades do parlamento do povo paulista neste fim-de-semana.
Parece Piada de brasileiro.

Curiosamente, estão anunciando que haverá um encontro de “blogueiros progressistas” aqui na Alesp, neste final de semana.
Será que vão “ligar” a internet para que os “blogueiros progressistas” possam falar com o mundo inteiro?
Parece piada de brasileiro.
Mais uma curiosidade: esse encontro de “blogueiros progressistas” está sendo promovido por uma associação privada, a qual está cobrando a bagatela de R$ 100 para cada pessoa que quiser participar!
Será que vão colocar um “leão-de-chácara” para impedir que o povo paulista entre na Assembleia Legislativa neste fim-de-semana? Vão impedir que o povo paulista entre em sua própria casa?
Esperamos que esse encontro de “blogueiros progressistas”, ao utilizar um espaço público de todos os paulistas e brasileiros, siga a máxima do Barão de Itararé que, depois de ser várias vezes preso e torturado pelas truculentas forças policiais, pendurava um singelo cartaz na porta de sua sala: “Entre sem bater”.
Esperamos que esse “encontro de blogueiros progressistas” não acabe sendo motivo para mais um pedido de CPI nesta Casa, transformando-se em mais uma piada de brasileiro.

Mas o tema principal do nosso pronunciamento é a Violência Escolar.
A tragédia acontecida na escola municipal da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio de Janeiro – RJ) está desviando a atenção dos reais motivos da violência em geral e da violência escolar, que tem característica próprias.
O assassinato de 12 crianças e várias outras feridas a bala é uma grande tragédia, mas é uma exceção no dia a dia das escolas públicas.
No cotidiano escolar, nossas crianças sofrem violências diárias, desde a falta de vagas, passando pela falta de professores e, para piorar, graves abusos praticados por funcionários, professores e direções escolares.
Até mesmo o chamado bullying (intimidações e violência física, morais e sexuais entre alunos) tem a omissão ou incentivo de professores, conforme atestam várias pesquisas independentes. Isto pode ser comprovado nas pesquisas da Unicamp-SP ou nas pesquisas do Observatório da Violência Escolar de Brasília-DF.

Falando em Brasília, nesta quarta-feira teremos a visita do Ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele vem debater o Plano Nacional de Educação.
Mas ele não vai dizer o motivo pelo qual o governo Marta Suplicy não propôs o Plano Municipal de Educação na gestão 2001-2004 em S. Paulo. Aliás, neste período, o atual ministro, então na secretaria de planejamento,, ajudou a reduzir as verbas do ensino pela metade, tudo para sobra mais para o “asfalto” e para pagar juros aos banqueiros.
Ao priorizar o pagamento de juros aos banqueiros, o asfalto e a construção de pontes e túneis, a ex-prefeita atrasou a universalização da educação infantil em pelo menos 10 anos
Aliás, a ex-prefeita, que era a Rainha do Asfalto, agora esta no senado federal defendendo a construção do Trem Bala, que vai custar mais de R$ 30 bilhoes para ligar a cidade do Rio de janeiro à cidade de São Paulo. Parece que os R$ 2 milhões que a candidata recebeu de doações da Camargo Correa já estão produzindo frutos.

Por último, queremos aproveitar a presença o Ministro Fernando Haddad e cobrar-lhe o calendário de implementação do que determina o 3º Plano nacional de direitos Humanos:
“Implantar sistema nacional de registro de ocorrência de violência escolar, incluindo as práticas de violência gratuita e reiterada entre estudantes (bullying), adotando formulário unificado de registro a ser utilizado por todas as escolas”. (nos termos do 3º Plano nacional de Direitos Humanos, decreto federal nº 7037 de 21/12/2009):

Uma justa homenagem às vítimas deste massacre seria tratar nossas crianças com o devido respeito, garantindo-lhes uma educação integral em tempo integral… o resto é choro de carpideira.
São Paulo, 13 de abril de 2011.
Mauro Alves da Silva
Coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública – http://MovimentoCOEP.ning.com

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