Quem tem medo da Comissão da Verdade nas escolas públicas brasileiras?

A ministra-professora-sindicalista Maria do Rosário é toda prosa na hora de falar sobre a Comissão da Verdade para apurar os crimes da ditadura militar (1964 a 1988)… mas a ministra-professora-sindicalista cala-se quando o assunto é investigar os abusos cometidos pro professores nas escolas públicas brasileiras.
O 3º Plano Nacional de Direitos Humanos não deixa dúvidas:
Vale destacar que a criação da Observatório também é da responsabilidade do Ministério da Educação, o professor-economista Fernando Haddad, queridinho das corporações das professorinhas-santas-abnegadas, que não querem nem ouvir falar em avaliação das escolas e nem em uma investigação independente sobre os crimes praticados nas escola spúblicss….

O Movimento COEP apresenta o seguinte roteiro para uma Comissão da verdade nas escolas públicas brasileiras:

1) Ouvir a dona Marisa Letícia, esposa do Lula. Ela disse que o próprio filho foi discriminado por uma professorinha de SBC quando o Lula foi preso pela ditadura militar durante as históricas greves dos metalúrgicos do ABC;
2) Cobrar relatórios de todas as ouvidorias da educação dos municípios e dos estados, dando-se ampla publicidade sobre o tipo de denúncia e a conclusão do caso;
3) levantar e publicar o nome das escolas que respeitam a lei e já criaram o respectivo grêmio estudantil;
4) levantar e publicar a relação de escolas que cobram ilegais taxas dos alunos (matrícula, uniforme, APM; carteirinha, provas, xerox, passeios etc);
5) levantar e publicar a forma como é feita a indicação da direção escolar de cada escola;
6) Levantar e publicar todos os casos que chegaram ao poder judiciário relacionados à violência escolar, dando-se destaque para a conclusão do caso em questão;
7) Ouvir o juiz da infância e juventude de Fernandópolis-SP, o qual condenou uma aluna de 13 anosa 6 meses de trabalhos forçados (varrer a escola). O “delito” da aluna foi reagir contra a professora que a mantinha em cárcere privado por alegada falta de uniforme escolar. O juiz disse que não importa a palavra da aluna. A palavra da professora é lei…
8) Ouvir o juiz de Minas Gerais que condenou 2 alunos (7 e 9 anos) a varrer o pátio da escola. O “delito” das crianças teria sido pular o muro da escola para furtar uma bola. O juiz ignora completamente que crianças (abaixo dos 12 anos) não estão sob competência da vara da infância e juventude, mas sim sob competência do conselho tutelar.
9) levantar e publicar o número de aulas vagas de cada escola. Aula vaga é um dos principais crimes praticados contra as nossas crianças nas escolas públicas brasileiras.
10) Fazer uma contagem física dos alunos que estão efetivamente freqüentando às aulas. Responsabilizar civil e penalmente as escolas que “perderam” alunos matriculados no início do ano.

São Paulo, 08 de outubro de 2011.
Mauro Alves da Silva
Coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública.
http://movimentocoep.ning.com/

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