“Conselho de Classe” não passa de uma reportagem mal feita pelo Fantástico e pela TV Globo.

Aguardamos o último capítulo da série de reportagens “Conselho de Classe” (Programa a Fantástico, TV Globo – 18-12-2011) para chegar a conclusão definitiva: não passa de uma reportagem mal feita.
A proposta original era mostrar a rotina de 4 professores de uma escola pública.
Nossas suspeitas eram de que fariam mais uma campanha para santificar as professorinhas e demonizar os alunos das escolas públicas.
Mas a preguiça dos apresentadores e dos jornalistas produziu uma reportagem irregular e muito mal feita, misturando dados reais com pura ficção… além disso, os programa foram editados de tal forma que mais parece um trabalho de escolares tentando imitar o famigerado e degradante programa global “Big Brother Brasil”… não faltou nem mesmo as bebidas alcoólicas para estimular os “heróis do Bial” a se soltarem e produzirem cenas ridículas para a TV globo mostra para todo o Brasil e o mundo.

Faltou uma consultoria educacional que evitasse os “cacos”, os exageros e a pura falsificação da realidade dos professores das escolas públicas brasileiras e até mesmo portuguesas.
Ao invés de mostrar um “Conselho de Classe”, onde os professores deveriam reunir-se regularmente para avaliar os desempenho dos alunos, propondo novas formas de ensino/aprendizagem, o Programa Fantástico e a TV Globo optaram por mostrar “alunos bagunceiros” e professores confessando “amor e ódio” pelos alunos…

Nem mesmo a eterna choradeira dos “baixos salários” colou, pois o Programa Fantástico mostrou que uma professorinha ganha R$ 1.400,00 reais mensais vendendo apenas 3h de aulas por dia nas escolas municipais do Rio de Janeiro…

A TV Globo e o programa Fantástico provaram que juntar um apresentador de “BBB”, uma ex-garota-do-tempo e um bando de “focas” não dá samba e nem mesmo uma reportagem educacional… prova disso foi o deslumbramento mostrado na vista à Escola da ponte (Portugal). Ao invés de questionar os motivos que levaram a escola a ter o melhor desempenho entre milhares de escolas portuguesas, os “professores sem classe” e o apresentador de “BBB” ficaram embasbacado com o “silêncio” dos alunos em sala de aula…
A troupe do Programa Fantástico perdeu uma ótima oportunidade de entrevistar o professor José Pacheco, criador da escola da Ponte. Esse professor é um crítico da educação convencional e também critica a falta de comprometimento dos professores para com a escola e os alunos.
Enquanto no Brasil e até mesmo em Portugal o mau corporativismo de maus professores vivam propondo métodos para excluírem alunos, a Escola da Ponte acolhia os alunos rejeitados e expulsos de outras escolas; e mesmo assim, com o comprometimento de todos, atingiu os melhores resultados em Portugal.

Finalizando, esperamos que a TV Globo e os verdadeiros programas jornalísticos tenham a coragem de mostra a realidade de uma escola pública brasileira e o que de fato acontece em um “conselho de classe”, onde a prioridade é falar mal de aluno, falar mal do governante de plantão e recamar dos salários…

São Paulo, 19 de dezembro de 2011.
Mauro Alves da Silva
Coordenador do Movimento COEP – Comunidade de lho na Escola Pública.
http://movimentocoep.ning.com/

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