Projeto Mais Educação precisa ser debatido, diz especialista.

Projeto Mais Educação precisa ser debatido, diz especialista PDF Imprimir E-mail
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RenattodSousa / CMSP
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Especialistas e cidadãos sinalizaram, durante audiência publicada realizada nesta sexta-feira na Câmara Municipal, para a necessidade de mais debate do programa “Mais Educação São Paulo”, que prevê a reorganização curricular e administrativa da rede municipal de ensino.

O projeto, anunciado em agosto pelo Executivo, prevê entre suas propostas a divisão dos nove anos do Ensino Fundamental em três ciclos e também a retenção do aluno, caso ele não tenha o aproveitamento necessário durante os primeiros anos do ciclo.

O método foi criticado pela diretora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, Lizete Arelaro. “É importante debatermos a questão dos ciclos, mas nesse projeto parece que temos um pacote sobre isso que ainda não está muito bem estruturado. Quando se pensa em ciclos, precisamos rediscutir a formação dos professores e as escolas devem estar preparadas. Não existe ciclo que reprove também”, afirmou.

O vereador Toninho Vespoli (PSOL), proponente dessa audiência pública, também questionou a metodologia de nota prevista no projeto. “A ideia é mudar de conceito por letras e passar a dar nota para os alunos de 0 a 10, isso faz com que as crianças fiquem se medindo e isso já está superado”, analisou.

Durante a audiência pública, Laura Cymbalista, coordenadora de uma escola municipal, também mostrou-se contrária ao projeto. “É um retrocesso ideológico e pedagógico por apresentar como uma ousadia o boletim, a reprovação e a prova novamente. Qualidade não se mede estatisticamente. Se queremos avançar, não podemos pensar nisso”, disse.

O programa “Mais Educação” também foi discutido no início deste mês durante audiência pública realizada pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal. Naquele evento, o secretário de Educação, Antonio Cesar Russi Callegari, defendeu o projeto e disse que a meta é impedir que crianças cheguem aos oito anos sem estarem alfabetizadas. “A ideia é alinhar a estrutura do ensino municipal com o movimento implantado em todo o Brasil pelo pacto da alfabetização na idade certa, assim, ao completar o ciclo de três anos, a criança terá conhecimento de leitura e escrita”, esclareceu.

Projeto

O conteúdo do programa “Mais Educação São Paulo” está disponível no hotsite do projeto.

(20/09/2013 – 21h21)

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