Ministério da Educação cancela conferência da enganação – #CONAE2014.

O Fórum Nacional de Educação, criado par abrigar companheiros e entidades corporativas, está furioso com o Ministério da Educação, pois tudo estava armado para aprovar as medidas corporativistas, inclusive a proibição de que os recursos da educação fossem utilizados em convênios com associações e escolas particulares, a exemplo do que hoje acontece como PróUni – Programa de Universidade para Todos – e com as APAEs.

Na Cidade de São Paulo, criaram até mesmo um fórum chapa-branca, ignorando a existência do Fórum Municipal de Educação da Cidade de São Paulo, criado em 1993 e que tem a prioridade de garantir a participação dos alunos, mães, pais e comunidade nos debates sobre educação.
O fórum chapa-branca foi criado por portaria, na qual o secretário de educação se auto nomeou coordenador, sem nunca ter participado das reuniões deste fórum chapa-branca… ele só participou da sua criação, quando foram convidados “a dedo” somente sindicalistas, funcionários públicos e outras pessoas de uma lista exclusiva de quem participava de reuniões na própria secretaria municipal de educação… um autêntico fórum chapa-branca!

O fórum estadual de educação também foi criado exclusivamente pela necessidade de administrar os recursos federais destinados á organização das conferências municipais, regionais e estadual. A exemplo do fórum chapa-branca municipal, o fórum estadual está dominado pelas corporações, sendo coordenado pelo sindicato de professores… Além de não garantir a livre participação das mães, dos pais e da comunidade, ainda aprovou as manipulações das conferências regionais realizadas pelas diretorias de educação da cidade de São Paulo (vide vídeo).

Nestas conferências preparatórias para a CONAE-2014 aconteceram as mesmas manipulações ocorridas na CONAE-2010 Os textos bases já estavam prontos; e as corporações atuaram no sentido de impedir qualquer modificação importante, principalmente aquelas que poderiam garantir um maior controle e fiscalização das escolas públicas por parte dos alunos, das mães, dos pais e da comunidade.

Porque será que as corporações de professores são tão coniventes até mesmo com a farsa das eleições dos conselhos de escola? Se as fraudes já começam logo no início do ano letivo, não dá para ter maiores esperanças ao longo do ano!

Vejam que as corporações não aceitam nem mesmo debater a questão da eleição direta para diretor de escola… que dirá, então, debater a avaliação do serviço prestado pelos professores, valorizando os bons profissionais e exigindo uma formação continuada sob pena de exclusão dos profissionais que não atingirem níveis mínimos de eficiência.

O fórum nacional de educação marcou uma conferência para o fim do ano. Mas as bases continuam viciadas, pois não houve uma efetiva participação democrática dos alunos, das mães, dos pais e da comunidade. Neste ritmo de manipulações na área da educação, vamos ficar mais 200 anos culpando a todos e não assumindo as verdadeiras responsabilidades de cada setor pelo fracasso da educação no Brasil.

São Paulo, 03 de fevereiro de 2014.
Mauro Alves da Silva
Coordenador do Movimento COEP – Comunidade de Olho na Escola Pública
https://movimentocoep.wordpress.com/

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