Minas Gerais vence o Prêmio IgNóbil de Educação 2014.

ignobil2014

A Academia Real de Ciências Ocultas de Piratininga elegeu Minas Gerais para o Prêmio IgNóbil de Educação 2014.
Foi preciso uma campanha presidencial (com o senador e ex-governante de Minas) para que toda a população do Brasil e de Minas Gerais ficassem sabendo dos desvios de verbas da educação naquele estado.
Foram cerca de R$ 8 bilhões desviados da educação para outras áreas do governo, inclusive para pagar juros aos banqueiros e calar a imprensa local e nacional.
Todos os agentes públicos de Minas Gerais têm parcelas de culpas ou responsabilidades neste descalabro: Governos Executivos; deputados estaduais e federais; Poder Judiciário; Tribunal de Contas do Estado; e Ministério Público (Estadual e Federal)… Até mesmo a imprensa teve grande responsabilidade ao não divulgar os descalabros das contas dos últimos governantes de Minas Gerais… teve até “blog sujo” defendendo o governo de Minas com a falácia do “choque de gestão” e “déficit zero”!!!
Vale destacar que houve poucas vozes dissonantes, as quais assumiram riscos pessoais e profissionais para denunciar a realidade das contas em Minas Gerais e sua educação de péssima qualidade.

Essa prática de desviar recursos das educação para pagar juros aos banqueiros e calar a imprensa já é pratica comum adotada em diversos governos, sendo o mais notório o caso da Cidade de São Paulo, quando a prefeita Marta Suplicy (2001-2004) reduziu as verbas da educação em 50% (incluindo os aposentados na “manutenção e desenvolvimento do ensino). Naquela época, a alcaide disse que mudava a Lei Orgânica para sobrar dinheiro para asfaltar ruas (sic).

Além de outro caso notórios, o mais evidente foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que propôs a “desvinculação das receitas orçamentarias” (DRU), retirando 20% das verbas da educação para pagar os juros da agiotagem dos banqueiros nacionais e internacionais. Vale destacar que os presidentes Lula e Dilma continuaram com essa prática aviltante…

Pior Escola 2014 foi para a Escola Estadual EE Pequeno Cotolengo

O Prêmio Ignóbil de Educação para a Pior Escola 2014 foi para a Escola Estadual EE Pequeno Cotolengo (Cotia SP), cujo diretor passou em cada sala de aula anunciando que o terreno da escola seria vendido para a especulação imobiliária… foi preciso uma manifestação conjunta de aluno, pais e comunidade para suspender o fechamento da escola… Mas, mesmo assim, a escola EE Pequeno Cotolengo está desestimulando nova matrículas, o que vai facilitar o fechamento da escola e a venda do terreno para a especulação imobiliária.

SP, 19/11/2014.
Mauro Alves da Silva
Coordenador do MovimentoCOEP.org – Comunidade de Olho na Escola a Pública.

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