A Escola Estadual Octacílio de Carvalho Lopes vai fechar?

eeoctacilio2015

O sindicato de professores está divulgando uma lista com os nomes de mais de 100 escolas que possivelmente serão fechadas pelo governo de SP por conta de uma controversa “reorganização escolar”. Nesta lista está a escola estadual EE Octacílio de Carvalho Lopes, zona leste da capital paulista.

O Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública (www.MovimentoCOEP.org) é contra o fechamento de escola. Pelo contrário: defendemos que sejam abertas mais escolas, oferecendo educação integral em tempo integral; e com professores dedicados a uma única escola; e que a gestão escolar conte com a efetiva participação dos alunos, das mães, dos pais e da comunidade.

Qual é a história destas escolas que correm o risco de ser fechadas?

cartilhadoscorvos2015Seria muito bom que a imprensa divulgasse o histórico de cada uma destas escolas, principalmente a partir de 2009, quando foi criada a “Cartilha dos Corvos” (eufemisticamente batizada de Normas Gerais de Conduta Escolar), pois esta “cartilha” permitiu que se suspendesse expulsassem alunos aos montes… Basta uma simples comparação entre o ano de 2008 e os anos seguintes para constatar a discrepância em relação às matrículas, suspensão, expulsões, reprovações e abandono escolar.

O caso da EE Octacílio de Carvalho Lopes.
jt240305_03

A imprensa conhece a escola EE Octacílio por conta da seguinte manchete publicada nos jornais: “É normal professor chamar aluno de bicha” (Jornal da Tarde, 24/03/2005). Em 19 de abril de 2004, um professor xingou de bicha um aluno de 14 anos do ensino médio; e ainda o teria agarrado pelo pescoço enquanto outros alunos o agrediam. Mesmo com um boletim de ocorrência policial e um “exame de corpo de delito” atestando as “lesões leves no pescoço”, a Secretaria Estadual de Educação avalizou o relatório da Diretoria de Ensino Leste-4 que produziu o vergonhoso relatório… O aluno foi transferido para uma escola próxima… e o professor acusado foi “premiado” com a função de professor coordenador nouve uma “punição” ao professor: 30 dias de suspensão…

O caso da EE Maria da Glória Costa e Silva.
Esta escola ficou famosa por cobrar as provas dos alunos no valor de R$ 1,00… os alunos que não pagassem eram obrigados a copiar da lousa todo o texto da prova!
O então governador José Serra foi à TV e disse que essa cobrança era ilegal; e que o dinheiro enviado às escolas era suficiente; e que iria tomar providências enérgicas…
A diretora foi afastada e a Secretaria de Educação de SP enviou a todas as escolas um questionário onde elas eram compelidas a informar se haviam cobranças de uniforme, carteirinhas, provas, xerox, passeios, taxas da APM etc.
A escolinha, que humilhava as crianças que não pagavam R$ 1 pelas provas ainda se superou: em vez de simplesmente devolver o dinheiro cobra ilegalmente das crianças, chamou as mães e os pais e os colocaram em uma fila no pátio para que cada um recebesse o dinheiro de volta e assinassem um documento dando a quitação…
Os sindicatos de professores e de diretores fizeram mobilização pública pela volta da diretora e contra qualquer tipo de punição… A diretora voltou e não temos conhecimento de nenhuma punição contra ela.
Recentemente fomos informados que a Secretaria Estadual de Educação de SP desconhece o envio do referido “questionário” e que não tem nenhuma resposta das escolas sobre os referidos itens das cobranças ilegais praticadas contra os alunos.

O Caso da EE Pequeno Cotolengo de Dom Orioni – Cotia-SP.
cotolengo_coep
Essa escolinha estadual fica em um prédio e terreno alugados de uma organização religiosa. No ano de 2014, recebemos a notícia de que a escola iria fechar, pois a Secretaria de Educação não havia renovado o aluguel.
Os alunos, as mães, os pais, comunidade e até alguns professores promoveram manifestações públicas contra o fechamento.
O MovimentoCOEP.org fez uma série de requerimentos de informações e descobriu vários indícios de irregularidades nos contratos, desde as responsabilidades sobre os custos dos serviços (quem pagaria água e luz, por exemplo) até falta de esclarecimentos sobre a totalidade da área total locada; e o fato da piscina estar desativada há vários meses, impedindo-se que houvesse atendimento especializado aos alunos com deficiências.
Também identificamos que a organização religiosa tinha interesse em vender o terreno para um empreendimento imobiliário.
Considerando a falta de escolas de ensino médio na região, o MovimentoCOEP.org fez a indicação ao governo de SP para que este desapropriasse o terreno e o prédio e garantisse a permanência da escola. Mas o governo de SP simplesmente prorrogou a locação por mais um ano. E agora quer

O desempenho das escolas no IDESP – Índice de Desenvolvimentismo da Educação de SP.

continua…

SP, 19 de outubro de 2015.
Mauro Alves da Silva
Coordenador do http://www.MovimentoCOEP.org
Movimento comunidade de olho na Escola Pública.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s